domingo, 10 de fevereiro de 2013

Academia de Letras e Artes de Fortaleza-CE



No dia 26 de janeiro de 2013 no Hotel Holyday inn em Fortaleza-CE, a Academia de Letras e Artes de fortaleza “ALAF” em parceria com a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE ESCRITORES E ARTISTAS “Literarte” realizaram a cerimonia de posse acadêmica para os novos acadêmicos correspondentes, e dentre eles encontraram-se a minha esposa Janaina Cruz e eu Leandro Medeiros Santos, e no dia 27 na livraria Nobel do shopping aldeota foi o lançamento da 4ª antologia poética. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que me custa é maior do que aquilo que me vale

Do que me vale a arte, uma indicação para uma academia, comentários, compartilhamentos no blog? A pergunta seria o que ela me custa? Custou-me muito mais caro do que até então ela me vale. Eu só não mato o desgraçado que me fez acreditar na arte por que não pretendo cometer suicídio, se bem que é um veneno e bebo uma dose a cada vez que escrevo ou componho... A arte é a minha ruína! Talvez algum dia eu construa um castelo com os seus tijolos, se bem que mal conseguirei erguer uma parede que não caia sobre mim.

Por: Leandro Medeiros Santos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Raízes profundas



O nosso amor cresci em meio há rochas e espinhos
Sobe o sol escaldante e aridez da caatinga
Uma flor de mandacaru que floresce sem a chuva
O sabiá que canta todos os dias
 Mesmo sem cair uma gota de orvalho
Não será nenhuma seca
Por mais cruel que ela seja
Que irá abalar as nossas raízes
Pois o nosso amor é mais profundo do que o umbuzeiro
E armazena amor suficiente para enfrentar
 Qualquer estiagem, qualquer dificuldade

Por: Leandro Medeiros Santos



domingo, 20 de janeiro de 2013

Não componho mais sonhos



Não componho mais sonhos que possam se realizar
Acreditava que podia sonhar de olhos abertos
Mas o que enxerguei foi que não preciso fecha-los
 Para ter pesadelos
As cordas do meu violão há tempos não sabem mais
 O que é o dedilhado da esperança
O único verso que rima com a minha realidade
É quando a xerox é frente e verso
E o valor da mercadoria está no verso
O preço é a ultima informação que se expõem
Parece ser só mais uma de minhas crises
É isso que os meus dedos querem que eu acredite
Talvez eles estejam com a razão
E quem tenha que provar que eu estou errado
Seja eu mesmo

Por: Leandro Medeiros Santos




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal



Luzes coloridas
 Piscando em espiral em torno de árvores
 Que os seus frutos saciam a fome da ganância
Daqueles que não sabem de fato o que é ter fome.
 Um cachecol luzente que aquece o coração do consumo exacerbado
Que bombeia em suas veias um sangue verde.
Uma árvore que deixa muitos olhos encantados
Principalmente dos que estão do outro lado da janela
Sem ter quase nada essa e outras noites para por na panela
E nem ao menos uma meia furada
Para pendurar nos galhos das arvores da pracinha
a única árvore que possuem.
O papai Noel não poderá visita-los
pois a única chaminé que possuem
São os seus cigarros lisérgicos
Por onde adentram os seus natais
Com árvores, presentes, uma ceia farta,
 E uma família feliz dando gargalhadas
Até sair pelas suas chaminés a ultima fumaça
É quando o seus natais dissipam.

Por: Leandro Medeiros Santos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Bebamos


Vem, vem amor...
Quero tomar-te
Num gole.

Como é que pode,
Eu te querer assim?

Ao alcance da minha boca
Com a fome que tenho
Que nunca chega ao fim.

Janaina Cruz.

Você não irá conseguir me beber só em um gole
Terá que se embriagar de mim por todos os seus dias
Por toda a nossa Eternidade
Assim como eu não vejo a hora de te sorver
Até a última gota do seu prazer
Quero que você transborde em mim
Com a minha língua adormecendo
Para que todos os seus desejos acordem
Quero que me deixe entre a necessidade de respirar
E o prazer de te amar
Não quero o sangue de o seu ventre blasfemar
E nem tão pouco cometer qualquer heresia contra Deus
Mas o dueto só estará pronto, quando o seu corpo estiver pronto para o meu.

Leandro Medeiros Santos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Xilogravura




Talhei a minha pele em cada parte da sua
 Xilogravamos os nossos corpos um no outro
Com a tinta voluptuosa do nosso néctar
O vernissage que nos recepciona
Ao adentrarmos na nossa galeria seleta
De obras de amor.

Por: Leandro Medeiros Santos
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