terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Esperança



Quantas esperanças terão que morrer, quantas decepções serão necessárias para extermina-las? Ela é como Hidra de Lerna que se regenera quando a sua cabeça é decapitada, com a diferença que a esperança é um atributo dos mortais, que possuem apenas uma cabeça. O tempo é o que há de mais escasso na vida, e quanto tempo foi desperdiçado para que não haja mais desperdício de tempo? Queria eu que fosse o suficiente, mais talvez ainda não foi o bastante para que alguns sonhos não transformem-se em pesadelos.

Por: Leandro Medeiros Santos

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Original


                               

Talvez seja melhor ouvir toda essa poluição sonora que chamam de musica. Assistir todos os programas de humor, por mais que eu não veja graça. Vestir a moda mesmo que eu a ache brega e cafona. Vou incluir Luan Santana, Michel Teló e companhia LTDA na minha coletânea. Os meus sábados serão uma zorra total custe o que custar mesmo que todo mundo entre em pânico. Irei renovar o meu guarda-roupas com blusas coloridas e calças apertadas iguais a do restart. Vou me tornar um produto do meio. Quero ir para o outro lado da margem onde eu não seja mais marginalizado, quero me tornar um bom alienado, que não vive mais alheia às fofocas de artistas ou ao horoscopo, hoje eu li que o dia está propiciou a não ter personalidade própria, e é melhor plagiar do que ser original.

Por: Leandro Medeiros Santos

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Academia de Letras e Artes de Fortaleza-CE



No dia 26 de janeiro de 2013 no Hotel Holyday inn em Fortaleza-CE, a Academia de Letras e Artes de fortaleza “ALAF” em parceria com a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE ESCRITORES E ARTISTAS “Literarte” realizaram a cerimonia de posse acadêmica para os novos acadêmicos correspondentes, e dentre eles encontraram-se a minha esposa Janaina Cruz e eu Leandro Medeiros Santos, e no dia 27 na livraria Nobel do shopping aldeota foi o lançamento da 4ª antologia poética. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que me custa é maior do que aquilo que me vale

Do que me vale a arte, uma indicação para uma academia, comentários, compartilhamentos no blog? A pergunta seria o que ela me custa? Custou-me muito mais caro do que até então ela me vale. Eu só não mato o desgraçado que me fez acreditar na arte por que não pretendo cometer suicídio, se bem que é um veneno e bebo uma dose a cada vez que escrevo ou componho... A arte é a minha ruína! Talvez algum dia eu construa um castelo com os seus tijolos, se bem que mal conseguirei erguer uma parede que não caia sobre mim.

Por: Leandro Medeiros Santos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Raízes profundas



O nosso amor cresci em meio há rochas e espinhos
Sobe o sol escaldante e aridez da caatinga
Uma flor de mandacaru que floresce sem a chuva
O sabiá que canta todos os dias
 Mesmo sem cair uma gota de orvalho
Não será nenhuma seca
Por mais cruel que ela seja
Que irá abalar as nossas raízes
Pois o nosso amor é mais profundo do que o umbuzeiro
E armazena amor suficiente para enfrentar
 Qualquer estiagem, qualquer dificuldade

Por: Leandro Medeiros Santos



domingo, 20 de janeiro de 2013

Não componho mais sonhos



Não componho mais sonhos que possam se realizar
Acreditava que podia sonhar de olhos abertos
Mas o que enxerguei foi que não preciso fecha-los
 Para ter pesadelos
As cordas do meu violão há tempos não sabem mais
 O que é o dedilhado da esperança
O único verso que rima com a minha realidade
É quando a xerox é frente e verso
E o valor da mercadoria está no verso
O preço é a ultima informação que se expõem
Parece ser só mais uma de minhas crises
É isso que os meus dedos querem que eu acredite
Talvez eles estejam com a razão
E quem tenha que provar que eu estou errado
Seja eu mesmo

Por: Leandro Medeiros Santos




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal



Luzes coloridas
 Piscando em espiral em torno de árvores
 Que os seus frutos saciam a fome da ganância
Daqueles que não sabem de fato o que é ter fome.
 Um cachecol luzente que aquece o coração do consumo exacerbado
Que bombeia em suas veias um sangue verde.
Uma árvore que deixa muitos olhos encantados
Principalmente dos que estão do outro lado da janela
Sem ter quase nada essa e outras noites para por na panela
E nem ao menos uma meia furada
Para pendurar nos galhos das arvores da pracinha
a única árvore que possuem.
O papai Noel não poderá visita-los
pois a única chaminé que possuem
São os seus cigarros lisérgicos
Por onde adentram os seus natais
Com árvores, presentes, uma ceia farta,
 E uma família feliz dando gargalhadas
Até sair pelas suas chaminés a ultima fumaça
É quando o seus natais dissipam.

Por: Leandro Medeiros Santos
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