domingo, 20 de janeiro de 2013

Não componho mais sonhos



Não componho mais sonhos que possam se realizar
Acreditava que podia sonhar de olhos abertos
Mas o que enxerguei foi que não preciso fecha-los
 Para ter pesadelos
As cordas do meu violão há tempos não sabem mais
 O que é o dedilhado da esperança
O único verso que rima com a minha realidade
É quando a xerox é frente e verso
E o valor da mercadoria está no verso
O preço é a ultima informação que se expõem
Parece ser só mais uma de minhas crises
É isso que os meus dedos querem que eu acredite
Talvez eles estejam com a razão
E quem tenha que provar que eu estou errado
Seja eu mesmo

Por: Leandro Medeiros Santos




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal



Luzes coloridas
 Piscando em espiral em torno de árvores
 Que os seus frutos saciam a fome da ganância
Daqueles que não sabem de fato o que é ter fome.
 Um cachecol luzente que aquece o coração do consumo exacerbado
Que bombeia em suas veias um sangue verde.
Uma árvore que deixa muitos olhos encantados
Principalmente dos que estão do outro lado da janela
Sem ter quase nada essa e outras noites para por na panela
E nem ao menos uma meia furada
Para pendurar nos galhos das arvores da pracinha
a única árvore que possuem.
O papai Noel não poderá visita-los
pois a única chaminé que possuem
São os seus cigarros lisérgicos
Por onde adentram os seus natais
Com árvores, presentes, uma ceia farta,
 E uma família feliz dando gargalhadas
Até sair pelas suas chaminés a ultima fumaça
É quando o seus natais dissipam.

Por: Leandro Medeiros Santos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Bebamos


Vem, vem amor...
Quero tomar-te
Num gole.

Como é que pode,
Eu te querer assim?

Ao alcance da minha boca
Com a fome que tenho
Que nunca chega ao fim.

Janaina Cruz.

Você não irá conseguir me beber só em um gole
Terá que se embriagar de mim por todos os seus dias
Por toda a nossa Eternidade
Assim como eu não vejo a hora de te sorver
Até a última gota do seu prazer
Quero que você transborde em mim
Com a minha língua adormecendo
Para que todos os seus desejos acordem
Quero que me deixe entre a necessidade de respirar
E o prazer de te amar
Não quero o sangue de o seu ventre blasfemar
E nem tão pouco cometer qualquer heresia contra Deus
Mas o dueto só estará pronto, quando o seu corpo estiver pronto para o meu.

Leandro Medeiros Santos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Xilogravura




Talhei a minha pele em cada parte da sua
 Xilogravamos os nossos corpos um no outro
Com a tinta voluptuosa do nosso néctar
O vernissage que nos recepciona
Ao adentrarmos na nossa galeria seleta
De obras de amor.

Por: Leandro Medeiros Santos

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Esferográfica



A esferográfica do prazer escreve em nós
Capítulos do livro sem fim
 Da nossa história de amor
Ao ser banhada em nossos gozos
Como um tinteiro que sempre haverá tinta
Que os nossos corpos produzem sempre quando nos amamos

Por: Leandro Medeiros Santos 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Lagrimas poética




Se eu não dormisse e acordasse com você todos os dias, não acreditaria se alguém me disse que existe uma mulher como você meu amor, com a sua inteligência, beleza, coragem, dignidade, humildade, simplicidade, com o amor que tem pelo Senhor Jeová, que tem por mim e por seus filhos. Não há nenhuma hipérbole nas minhas palavras pelo contrario, acho até que elas são insultos diante do seu amor por mim, por isso as minhas lagrimas enchem os meus olhos até transbordar para que os seus olhos e ouvidos leiam e ouçam um poema digno de ti. Ás vezes quando elas não veem nos momentos em que só elas podem declamar o meu amor por te, acho petulante as palavras poetizarem os meus sentimentos, talvez seja também por isso que a única pessoa que eu não me sinto envergonhado em chorar, seja você meu amor.

Por: Leandro Medeiros Santos

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Discrepância





Já me hospedei em hotel 5 estrelas
E outros que davam para vê constelações
Pelas falhas das telhas
Já degustei boas comidas
E ouvir o meu estomago roncar
Já me trajei com terno e gravata
E calcei sandálias e roupas rasgadas
Já tomei banho de piscina
E em aguas turvas de cacimba
Já visitei belas praias
E açudes lamacentos
Já assistir bons filmes no cinema
E TV em preto e branco pela janela do vizinho
Já me sentei à mesa com poderosos
E conversei com mendigos nas ruas
Mas a maior discrepância da minha vida
Foi quando te conhece
Pois as outras diante de ti
Não posso nem compara-las
As vezes que o meu estomago roncou
Pois nada que já viver, posso equipará ao nosso amor.

Por: Leandro Medeiros Santos
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