sexta-feira, 20 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Filhos Bastardos
Operários, de Tarsila do Amaral: um retrato da miscigenação brasileira
A cidade onde nasci só me ofereceu de
bom a oportunidade de oferecer a ela o que nunca me foi oferecido. Se o que eu
queria não houvesse era á oportunidade
que eu tinha para que a cidade tivesse. Não que assim ela tivesse me ensinado a
pescar, mesmo por que às vezes nem peixe havia nas suas Aguas correntes, foi à
vontade de ter com a necessidade de Haver que eu tive, e por sua vez tantos
outros tiveram. Ela é um orfanato onde há muitos órfãos de esperança, e ao
mesmo tempo adota filhos de outras terras com muitas promessas, às vezes dá-lhes
de mama em uma teta farta de leite, enquanto alguns dos seus filhos mamam abandono,
uma teta farta de oportunidades, e outra farta de nada. Tratando alguns legítimos
como bastardos e outros que nem saíram do seu ventre, como amados. E o que a mãe
recebeu em troca? Foi e continua sendo judiada por alguns filhos ingratos:
filhos de sangue, filhos de leite, os únicos que ela amamentou de verdade. Adotei
como mãe, a necessidade de vencer, Pois a cidade onde nasci sempre foi a minha madrasta.
Por: Leandro Medeiros Santos.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
tórrido Amor
Gosto de cozinhar
Depois de nos amar
Da muito mais sabor
Se antes fizermos amor
O aroma dos feromônios
Impregnados na minha pele
Evaporam nas gostas de suor
Misturando com o cheiro
Dos meus temperos
Quando o vapor das panelas
Aquece ainda mais o meu corpo
Que o seu há pouco tempo aqueceu
Cozinhar para pessoa amada
É uma prova de que à ama
Ainda mas se o principal ingrediente for
Quando antes fazemos amor
Por : Leandro Medeiro Santos
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A Dança das cadeiras
A vida é a brincadeira
A dança das cadeiras
A diferença que é muito seria
Há muitas pessoas para sentar
E poucos lugares disponíveis na vida
E quando a musica para de tocar
Nem sempre o mais rápido vai sentar
Pois tantas rasteiras terrarão lhe da
E ainda há cadeiras que são tão frágeis
Que não suportam o peso de sua
necessidade
Fora que há nessa vida muito mau
gosto musical
O pior é que se eu achar ruim ouvirei
clichês
Pelo menos você tem duas pernas para
andar
Tem gente que corre sem poder nem se
levantar
Não tiro a razão de quem possa me dar
esse sermão
Pois ao nos fazemos de vitimas
somos nosso pior vilão
Além do mais, tenho problemas que
muitos queriam ter
Só para os carinhos do meu amor receber
Por isso que ainda tenho forças para
lutar
Sei que Deus e você nunca vão me deixar
E para sempre ao de me amar
E ainda consequiremos nos sentar
Por: Leandro Medeiros Santos
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Terra de ninguem
Chamo-me Justino
Desde que era menino
Eu aprendi a caçar e a pescar
Só não tive como aprender o b.a ba
Lembro da minha vozinha a joelhada a
rezar
Para que eu nunca viesse a roubar e
nem a matar
O que tivesse teria que ser
conquistado por trabalhar
Mas a seca arrastou-me para esse longínquo
e maldito lugar
Agora sou mais um em meio a tantos outros
retirantes
O qual busca sobreviver nessa cidade tão
grande
Não quero virar mais um de seus bandidos
Mas encontro-me vagando perdido
E qualquer lugar que eu chego
Não há nenhum emprego
O que muito aqui vejo
Nos sinais e becos
A face desoladora do monstruoso
desemprego
Não me resta mesmo a fazer quase nada
Tenho um revolve só com uma bala
Eu não queria ter que precisar
Sacar o meu revolve e ter que atirar
Pior será se eu tiver mesmo que matar
Não foi isso que a vozinha tanto me
ensinou
Se ela estivesse viva morreria de
desgosto e dor
Sua única riqueza era o seu valor
Agora o seu neto come do que roubou?
Diria ainda bem que Deus já levou o
seu avô
Aqui eu vi tanta chuva que muita
gente até reclama
Lá para se esquecer da fome íamos mas
cedo para cama
E não pense que tardava muito, ela logo
me chama
Levanta dai vai da de comer as suas
lombrigas
Elas aperreiam-me com tantas brigas
Queria não ter mais essas minhas
memorias
Cada vez que lembro dessas horrendas
histórias
A fome infelizmente me da mais um
pouco de coragem
Para ter de fazer mesmo de uma vez
por toda essa bobagem
Aqui não tem nenhum bicho mas é muito
mas selvagem
Os venenos das serpentes são a sua
malandragem
Meu pai e minha mãe a elas sucumbiram
ninguém que conheço não os viram
Desde quando eles vieram para cá
Parecia que sabiam que não iam mas voltar
Mesmo até hoje penso que ainda vou os
encontrar
O nome do meu pai é Sebastião filho Ferreira
dos santos
E da minha pobre mãezinha é Ana Ferreira
do anjos
Mas não poderão contar com santos e anjos
Estou preste a fazer um grande pecado
Perdoai Deus antes de pratica-lo
Saquei o revolver e anunciei o
esperado assalto
Agora havia tantos demônios ao meu
lado
As minhas pernas começam a tremer
Logo Todos começam a percebe
Para impor moral dei um tiro para
cima
A bala ricocheteou e atingiu um senhor
na esquina
Fiquei tão imensamente desesperado e
foi logo ajuda-lo
Reencontrei o meu pai em meus braços
todo ensanguentado
A sua voz bem fraca balbuciou algo tão
divino
Disse-as saudade de tu meu filho Justino
Vejo que não é mas aquele menino
Antes que me peça o perdão
Perdoe-me pela omissão
Não cumpri a missão
Não pude te criar
Pai não vá ...
Por: Leandro Medeiros Santos
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Fogos de Artifício
Acordamos
com fogos de Artifícios
Não
entendemos nada a princípio
Só
era uma questão de tempo
Ao
amarmo-nos descobrimos
Que
os fogos eram um presságio
Não
sei se alguém fazia aniversário
Ou
eram os coronéis e seus apanágios
Sei
que os nossos corpos
Transformou o barulho ensurdecedor
Em
uma bela poesia de amor
Por: Leandro Medeiros Santos
terça-feira, 19 de junho de 2012
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