quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uma oração de amor

fotografia: Nícolas Anderson 


Não se chama Maria, e tão pouco és santa
Por isso cair de joelhos perante a te
Debruçando-me entre tuas coxas
Diante da sua flor fiz uma oração de amor
Pedindo ao teu corpo que me amasse
Foi atendido antes mesmo de ter desejado-a
Pois ela que me guiou ao seu altar
Ardendo em prazer me fez ajoelhar
Para que o meu corpo fosse agraciado pelo seu
Para que eu bebesse em teu cálice o meu pedido
E realizasse em teu corpo os nossos desejos
Ela chama-se Janaina, e só atende a minhas orações.

                                                      Por: Leandro Medeiros Santos

sábado, 18 de agosto de 2012

O voo do nosso amor



Á águia refugia-se quando está preste ao seu fim
 Nos picos mais altos para que assim
 Outras aves não devorem a sua carne
 E encontrem as penas, e as escarne
Levarei em minhas asas a minha amada
Nas mais altas e longínquas enseadas
Para vivermos nos amando longe dos abutres
Que sobrevoam o nosso céu aguardando
 O  dia Que nunca Irá chegar
O nosso amor nunca deixará de voar
E um dia desses nos levará
Onde não possam nos encontrar
 Onde possamos nos amar 
sem ninguém para perturbar

Por: Leandro Medeiros Santos

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Preâmbulo



Circuncide o mal ao invés das mulheres
  do continente Africano
Para que nesse mundo não haja mais prazer na maldade
Façam vasectomia para esterilizar a crueldade
Usem contraceptivos para que pelo menos nessa noite
Só a bondade possa se reproduzir nesse mundo.

Por: Leandro Medeiros Santos


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Amor e revolução


Falar sobre amor em meio à ebulição
De indignação que emerge do amago
 Da minha alma, só mesmo quem ama
Esse cancro que consome a esperança
Em uma humanidade menos injusta
Só a sua boca consegue abrandar
Declamando em beijos e poesias
O tanto que ama e é amada
Com os seus afagos carinhosos
Que derrete até o aço mais puro
Com o seu corpo em chamas
Adormecendo esse vulcão de raivas
Deixando o meu corpo em erupção
Com larvas de fogo mais fumegantes
Do que qualquer indignação ideológica

Por: Leandro Medeiros Santos



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mais dia menos dia




A escritora Janaina Cruz, oriunda De Juazeiro do Norte-CE, morou por um tempo em Santa Maria Da vitória-BA, e atualmente reside na cidade de Cajazeiras-PB, casada com o compositor Santa-mariense Leandro Medeiros, que em breve lançará também o seu primeiro livro em parceria com a sua amada esposa. Janaina Cruz começou a escrever aos 12 anos de idade com a poesia Espelhos, e logo refletia a sua história como escritora, espelhos, Matusalém, A Janela Da Frente, Vermelho e Mulato, foram poesias das quais ela ganhou, até então em todos os concursos que já participou. Sempre com a esperança que mais dia menos dia o seu dia iria chegar, ela aguardava escrevendo em seu blog: http://esferografia.blogspot.com.br e no recanto das letras: www.janainacruz.recantodasletras.com.br. Esse dia chegou, 13 de agosto de 2012, agosto de Jeová como ela sempre acreditou, com o livro Mais dia menos dia lançado pela editora LP-BOOKS na 22ª Bienal Internacional do livro de São Paulo. Um livro de poesias com 146 belos e instigantes poemas.  A sua história só está começando, vem muito mais por ai.

Por: Leandro Medeiros Santos

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O vôo que você não voou



Pela janela do meu apartamento meus olhos testemunharam o balé de dois pássaros, pensei em registrar com a minha filmadora, e proporcionar essa sensação de liberdade a outras pessoas, e quando as minhas mãos aproximaram-se da câmera abortei imediatamente com uma pergunta que me pegou de súbito, pergunta essa que eu não sei o porquê perguntei, e tão pouco sei exatamente a resposta. Cheguei a egoísta conclusão que não só as minhas necessidades como também da minha esposa me deram, de que vejo quase todos os dias o espetáculo: oh vôo dos pássaros! Como o que preciso a arte infelizmente não pode me oferecer, terão que assistir fechando os seus olhos imaginando duas belas aves voando sentindo em suas penas o ar fresco da liberdade sem nenhum prédio alto o suficiente para arranha esse azul deslumbrante desse céu.

Por: Leandro Medeiros Santos

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As nossas canções não cantam mais



As rosas nunca falaram, e hoje tão pouco elas exalam
Aquarela perdeu o seu colorido 
Oceano morreu afogado
A asa branca não voa mais
A garota de Ipanema perdeu a sua graça
Você já não é mais linda
O Pierrô apaixonado não canta mais
Cartomante não prever mais nada
Luz negra se encontra ainda mais só
Dom de iludir, agora é da mentira
Preciso me encontrar
Só que em meio a tanta poluição sonora
Não vão te achar
Águas de Março não fecham mais o verão
Pois não caminham cantando e seguindo
Essas canções atrás do trio elétrico
Que só não vai quem já morreu
Talvez seja por isso que essas e outras tantas canções
Estejam mortas para muitas pessoas
Provavelmente para as mesmas que estão vivas
Atrás na frente ou do lado de um trio elétrico
Pergunto-me retoricamente que País é esse?
Pois prefiro não falar nenhum palavrão
Já bastam os que são mencionados
Em algumas letras analfabetas
Espero que agora não me convidem mais
Para essa festa pobre
Pois eu não posso ficar

Por: Leandro Medeiros Santos


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