quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O vôo que você não voou



Pela janela do meu apartamento meus olhos testemunharam o balé de dois pássaros, pensei em registrar com a minha filmadora, e proporcionar essa sensação de liberdade a outras pessoas, e quando as minhas mãos aproximaram-se da câmera abortei imediatamente com uma pergunta que me pegou de súbito, pergunta essa que eu não sei o porquê perguntei, e tão pouco sei exatamente a resposta. Cheguei a egoísta conclusão que não só as minhas necessidades como também da minha esposa me deram, de que vejo quase todos os dias o espetáculo: oh vôo dos pássaros! Como o que preciso a arte infelizmente não pode me oferecer, terão que assistir fechando os seus olhos imaginando duas belas aves voando sentindo em suas penas o ar fresco da liberdade sem nenhum prédio alto o suficiente para arranha esse azul deslumbrante desse céu.

Por: Leandro Medeiros Santos

terça-feira, 7 de agosto de 2012

As nossas canções não cantam mais



As rosas nunca falaram, e hoje tão pouco elas exalam
Aquarela perdeu o seu colorido 
Oceano morreu afogado
A asa branca não voa mais
A garota de Ipanema perdeu a sua graça
Você já não é mais linda
O Pierrô apaixonado não canta mais
Cartomante não prever mais nada
Luz negra se encontra ainda mais só
Dom de iludir, agora é da mentira
Preciso me encontrar
Só que em meio a tanta poluição sonora
Não vão te achar
Águas de Março não fecham mais o verão
Pois não caminham cantando e seguindo
Essas canções atrás do trio elétrico
Que só não vai quem já morreu
Talvez seja por isso que essas e outras tantas canções
Estejam mortas para muitas pessoas
Provavelmente para as mesmas que estão vivas
Atrás na frente ou do lado de um trio elétrico
Pergunto-me retoricamente que País é esse?
Pois prefiro não falar nenhum palavrão
Já bastam os que são mencionados
Em algumas letras analfabetas
Espero que agora não me convidem mais
Para essa festa pobre
Pois eu não posso ficar

Por: Leandro Medeiros Santos


domingo, 5 de agosto de 2012

Os nossos corpos escrevem em nós, o que nenhuma caneta conseguiria escrever


Prefiro escrever poemas de amor Meu amor
Na nossa cama com você em cima ou em baixo
De um lado ou do outro
 beijando ou sendo por mim beijada
Tocando-me ou sendo por mim tocada
Com nós dois nos amando
Quero que sinta saudades das minhas
 Palavras escritas em folhas de papel
Quando as escrevo com o meu corpo no seu
Com todo aquele romantismo que as letras
 Ainda não sabem expressar
A nossa melhor poesia de amor
 É aquela que lemos em braile

Por: Leandro Medeiros Santos


sábado, 4 de agosto de 2012

A política do pão e circo




Foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, pão era distribuído gratuitamente. O custo desta política foi enorme, causando elevação de impostos e sufocando a economia do Império [1]. Essa politica é adotada até os dias atuais, e não só por governantes, a mídia quando é citada em algum envolvimento criminoso, ou quando o ibope está lá embaixo, Usam de métodos escusos como esses, só que mais modernos, pois o pão que a mídia hegemônica alimenta os seus muitos telespectadores são os seus espetáculos hollywoodianos alienadores. Os políticos também modernizaram essa pratica de amenizar a insatisfação popular. Usam trios elétricos e mega palcos com poluição sonora suficiente para alienar ainda mais o povo, e com os decibéis lá nas alturas ensurdecendo as insatisfações populares. Já Oh circo central de Brasília apresenta o espetáculo do mensalão, e tantos outros ão que eles vêm metendo a mão. O engraçado sem ter nenhuma graça, é que eles fazem as suas gracinhas nos fazendo de palhaços "sem querer ofender os palhaços". Gastam verdadeiras fortunas no orçamento destas festas, enquanto a população se diverti esquecendo que nos hospitais podem ter tudo, menos saúde, as suas ruas não são calçadas, iluminadas, não há segurança pública, as escolas estão caindo literalmente aos pedaços nas cabeças das nossas crianças e adolescentes, “o futuro da nação” como assim são chamadas demagogicamente pelos mesmos que  preferem dar pão e circo  ao invés de educação. Talvez seja por isso que haja alguma insatisfação popular. O povo só quer Pão e circo, Pois se quisessem Educação, Saúde, Segurança, cultura, esporte e lazer... Não fariam com os seus votos, o mesmo que fazem com a suas consciências em anos de eleição, e depois por não fiscalizarem os seus eleitos.

                      Por: Leandro Medeiros Santos

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

UFC VS UFC



Hoje fui procurar informações sobre a universidade Federal do Ceará “UFC” e quando digitei a sigla da universidade, apareceram vários lutadores. O Google o site de busca expõe em sua pagina as primeiras pesquisas de acordo com o numero de acessos, como no Brasil há mais pessoas que preocupam-se com pão e circo do que com a educação  só fui encontrar algo a respeito da universidade na decima pagina, e assim mesmo em meio a vários lutadores. Se os mesmos Brasileiros que acessão noticias sobre UFC, e os que praticam esse esporte, lutassem pela UFC, e tantas outras universidades da mesma forma que  lutam no UFC, e acessão informações sobre o mesmo, Não haveria  necessidade de  fazer tantas greves, seja por esse e outros tantos motivos, pois se a educação fosse prioridade nesse país , votaríamos com mais consciência, teríamos melhores representantes no poder Executivo,  Legislativo e Judiciário, qualificaríamos a nossa mão de obra, e não estaríamos vendo essa invasão dos estrangeiros nos melhores postos de trabalho, teríamos uma melhor distribuição de renda, equilibrando o abismo entre a elite e o resto, e eu não acharia a educação só na decima pagina. Espero que nos próximos raud a UFC e outras tantas universidade ganhem a luta contra a ignorância e a alienação politica, mas para isso todos terão que entrar no rinque e lutar bravamente contra o pior algoz da educação , a corrupção. 

                                         Por: Leandro Medeiros Santos

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

De fato sou eu o culpado


Às vezes nos perguntamos qual foi o mal que fizemos, e para quem foi, para que determinadas coisas na vida não dessem certo? Que mal fez um recém-nascido para morrer em instantes depois? Nunca acharemos a resposta, pois fazemos a pergunta para pessoa errada, e quando Fazemos uma retrospectiva e não conseguimos recordar de nenhum fato, transformamos uma incógnita, no nosso próprio algoz, como se o fato de recordarmos de algum fato resolvesse todos os nossos problemas. A mente entra em ebulição com varias variantes de um só problema, será se foi naquela ocasião, Ou talvez fosse quando eu fiz aquilo para aquela pessoa? Não! Definitivamente não! Às vezes o mal que fazemos a nós mesmo é muito pior do que o mal que pudéssemos fazer a outra pessoa. Então faça uma retrospectiva correta, onde foi que você errou? Depois de recordar tente entender o porquê do erro, e se possível for aprenda com ele, para que saiba como a certa das próximas vezes.

                                    Por: Leandro Medeiros Santos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O mundo que muda sem os livros, não é o mesmo mundo que os livros podem mudar.


                           


Uma vez ouvir: “Que a poesia não muda o mundo, Mas o mundo não munda sem poesia”. Mario Quintana dizia que: “Livros não mudam o mundo, Quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Os livros são abelhas que levam néctar Para comeia da sabedoria. Talvez seja por isso que a escrita, a não ser aquela que serve para assinar, chegues de muitos dígitos, ordens para prender, soltar e matar... Não tem o seu devido valor, pois se os governantes mundiais não querem mudar o mundo, então como pode os seus liderados gostarem de Poesias e livros, para que serviria então a poesia os livros? Para ser chamado de poeta, escritor, e vender alguns livros, declamar alguns poemas e receber alguns tapinhas nas costas? A escrita como desabafo da alma sempre terá o seu devido lugar, para quem a escreve. Mas a escrita revolucionária morrerá nas trincheiras da esperança segurando uma bandeira branca, pela bala da ignorância disparada pela alienação. A escrita trouxe mais luz a humanidade do que o próprio fogo mudou a sua história escrevendo novos capítulos, e os eternizando. Mas a humanidade inventou uma forma, para que ela não mudasse o mundo para melhor.

                                  Por: Leandro Medeiros Santos


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